Imagem e semelhança – parte II

Entrega à Deus

Quando decidimos seguir alguém, seja pela sua liderança, pelo seu conhecimento, pela empatia, começamos a nos identificar com a maneira dessa pessoa se portar, de falar e absorver também o conhecimento que esta pessoa tem. Com o tempo começamos a ficar parecidos com esta pessoa. Já viram uma criança brincar de professora? Ela faz exatamente aquilo que a professora diz e como age nas aulas. Os filhos imitam seus pais, pois aqueles são espelho destes. Assim é, ou deve ser, quando seguimos a Jesus Cristo e, muito mais que seguidores, devemos ser imitadores de Cristo (Ef 5:1). Aí começa o grande conflito espiritual em nosso ser, teremos que abdicar ou renunciar tudo o que o mundo colocou em nós, ou seja, tudo aquilo que é contra a vontade de Deus. Vejamos o Jesus diz sobre esse assunto. No Evangelho de Mateus 8: 18 ao 22, Jesus fala como devemos segui-lo. São dois personagens que representam o apego do homem às coisas do mundo seja o conforto de uma mansão, seja o apego a familiares ou qualquer outro prazer que o mundo com seu dinheiro oferece. O primeiro que se aproxima de Jesus é um escriba e fala ao Mestre que o seguiria onde quer que ele fosse. Jesus responde ao escriba que o Filho do Homem não tem onde dormir, ou seja, não tem um lugar onde possa repousar o seu corpo cansado. O segundo responde ao convite de Jesus, pedindo para primeiro enterrar seu pai. Ou seja, o discípulo queria ficar com seu pai até que ele um dia morresse, daí seguiria Jesus com maior dedicação. O caso do jovem rico narrado em Mateus 19:16-22, Jesus mostra como o apego às riquezas afasta as pessoas de Deus. O jovem era obediente às leis, mas era agarrado aos bens e ao dinheiro que possuía, deixou de seguir Jesus por ter um espírito de avareza. Amarras que devem ser cortadas para seguir verdadeiramente Jesus. Se não abdicarmos aos prazeres que o mundo oferece e que nos afastam de Deus, não poderemos seguir Jesus. Entrega a tua vida a Jesus e dependa somente dele, e Ele te sustentará para teres uma vida sóbria e abençoada.

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável à Deus, que é vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vosso entendimento, para que experimenteis a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:1,2 – ACF)

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